quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Odemirense tem uma presidente


Apesar da igualdade de género ser hoje um dado praticamente adquirido em todos os sectores da sociedade, são ainda raros os casos de mulheres à frente de uma instituição desportiva. 
Mas há (felizmente) excepções e uma delas chega de Odemira, onde o emblema local é dirigido desde o final de Setembro por Inês Correia. Um desafio que esta jovem enfermeira, de 31 anos e com fortes ligações familiares ao clube, abraçou "de alma e coração"… e com toda a naturalidade.
"Para mim parece algo natural" ser presidente do Odemirense, reconhece ao "CA" Inês Correia, para logo lembrar que não é a primeira mulher a liderar os destinos do emblema. "A primeira foi a Eugénia Moreira, qua ainda hoje é muito activa no nosso clube. […] E na nossa direção já havia e continua representatividade feminina, como a nossa actual vice-presidente/treinadora e capitã da equipa de futsal feminino, Alexandra Guerreiro, e a nossa tesoureira, Hortênsia Domingos", sublinha.
Inês Correia chegou à liderança do emblema de Odemira depois de ter estado seis anos na direcção liderada por António Cópio e não esconde que avançou por "paixão pelo clube" e pela "vontade de querer fazer mais e melhor pela comunidade odemirense e pelos atletas". Além do mais, acrescenta, o futebol tem sido uma constante na sua vida.
"O meu pai já foi jogador, director e treinador no Odemirense, assim como o meu irmão mais velho [João Correia], que ainda joga no clube", recorda.

Agora que é a "senhora presidente" do Odemirense, Inês Correia tem bem definidas as metas que pretende alcançar durante o seu mandato. "A nossa prioridade será a aposta na formação. E sinto que precisamos de crescer e abrir novos horizontes. Estamos a trabalhar neste sentido, vamos ver o que o futuro nos reserva", revela.
No caso da formação, Inês Correia vai mais longe e não esconde a ambição de fazer o clube "crescer e evoluir" nesta área. "Pretendemos que o Odemirense seja uma escola de formação de referência com profissionais qualificados que nos ajudem, não só a formar jogadores mas acima de tudo a formar pessoas, permitindo que os nossos atletas desenvolvam determinados valores, como o espírito de entreajuda, de equipa, companheirismo, respeito pelo outro, quer no mundo do futebol quer nas suas vidas", diz.
Mas a nova presidente do Odemirense também quer ver o clube "abrir novos horizontes". E isso passa por "profissionalizar um pouco mais o amadorismo" no seio do Odemirense e, em simultâneo, ir além do futebol e do futsal. "No futuro gostaríamos de desenvolver outras modalidades, como o voleibol", conclui.

Informação retirada daqui
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